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A mostrar mensagens de Março, 2006

Valor acrescentado

O valor que damos àquilo que possuímos é, não raras vezes, influenciado pelo decorrer da situação em si, ou seja, pelas contingências que levam à posse. Por isso, quando damos por nós a rejeitar algo por puro preconceito ou ideia pré concebida não estamos a ter em conta o que nos levou até ali. Assim é, e foi, com as entradas na Universidade. Após tempos e tempos de sonho, após lutas e lutas por notas que não valem mais do que o que são, um conjunto de dois algarismos que nada espelham da pessoa que as obtém, falhei. A primeira fase passou e eu, muito embora tenha estado entre os melhores no secundário, não entrei. Voltei ao secundário, precavendo uma segunda fase também falhada. No entanto, entrei. Entre o fracasso e o sucesso mediaram cerca de duas semanas, desesperantes por sinal. Hoje, por ter vivido "tanto tempo" naquela que terá sido uma das piores experiências da minha vida, dou um valor acrescido ao que me aconteceu depois. E, muito embora nada tenha encontrado de ve…

"And the Oscar goes to..."

A cerimónia de entrega dos Óscares do passado domingo, no Kodak Theatre, foi muito para além do que imaginámos ser uma cerimónia como esta. As entrevistas da passadeira vermelha, os comentadores e o seu entusiasmo, as surpresas e as confirmações, tudo muito à americana e em grande, presentearam os presentes e os telespectadores com um espectáculo de qualidade. A apresentação de Jon Stewart, com dezenas de piadas oportunas e bem pensadas, foi, claro está, uma das mais valias da noite. Os apresentadores de cada categoria, escolhidos a dedo entre antigos nomeados e novos actores recentemente solicitados, levaram também a que o glamour aumentasse à medida que o término da gala chegava.
A primeira surpresa deu-se na vitória de "It's hard out here for a pimp", dos Three Six Máfia, por Hustle & Flow na categoria Melhor Música Original, festejada a preceito em conjunto com a apresentadora Queen Latifah. A segunda e principal surpresa aconteceu na categoria Melhor Filme, quand…

Dois anos

Há um ano passou despercebido. Hoje não. O Fiel Depositário faz dois anos! Durante o dia 6 de Março de 2004 deu-se a gestação, leia-se idealização e formação, mas o nascimento, ou seja o primeiro post, foi no início do dia 7 (às 00:28). Dois anos não são tempo algum, principalmente no que toca à escrita. Páginas existem que perduraram vários séculos até hoje, mas para um blog, dois anos é uma vida já longa. No entanto, nem por isso se vislumbra o seu fim.
É com muito prazer que vejo esta data chegar acompanhada de mais de 3.000 visitas, o que, sendo pouco comparado com alguns blogs de figuras públicas, é muito para o Fiel Depositário. Por tudo isto, o meu enorme obrigado a quem o elogia e a quem nele deixou a sua marca. Espero que nunca deixem de o visitar pois ele, que já tem vida própria, ficará sempre muito feliz por vos ver. Ao lado dele passei grandes momentos ou partilhei aqueles em que, pela força da sua natureza, não esteve presente. Mesmo assim, como há dois anos, ele continua…

Sugestão

É bom começar assim: rápido e bem. Não que tal se deva a mim, mas sim ao estágio profissional promovido, claro está, pela universidade, que nos permitiu, num ambiente multidisciplinar, observar - não se pode saber que ultrapassamos um pouco a observação - o funcionamento de tudo que se relaciona com os cuidados de saúde. Pois bem, animem-se os desesperados, o nosso SNS não está tão mal quanto isso. Tirando as listas de espera, o utente é atendido cada vez mais como cliente e não como instrumento de trabalho. A que se deve a mudança? À formação, sem dúvida, principalmente no que toca às relações interpessoais.
No fundo, muitos pensam que o sistema de saúde, na sua globalidade, é deficiente, comparável a uma laranja podre. Mas, felizmente, e, ao contrário desses pensamentos, não totalmente podre. Se conseguirmos cortar o lado deteriorado e comermos regaladamente o que sobra, com certeza ficaremos satisfeitos. Já se pensarmos no lado podre enquanto comemos o lado bom, é natural que a sim…