Pessoal, transmissível e de possível reprodução para obtenção de lucros

É esta a definição do meu blog. Uma definição de total abertura. É aqui que deposito todos os prazeres, aventuras, desventuras, poderes e incapacidades que tenho vindo a perceber ao longo desta bonita caminhada. Há problemas? Escreve-se. Há novidades? Contam-se por escrito. Há viagens? Viaja-se pelas letras.
No entanto, o lançamento do novo site www.fernandomiguelsantos.com pode deixar a vaga sensação de separação. Nada mais inconsistente com a realidade. Na verdade, tenho vindo a aproximar-me cada vez mais deste blog, ainda que o tempo não me sobre tanto quanto gostaria para poder nele depositar o que me aprouver. Ainda assim, posso atestar que tenho, desde há algum tempo, um amor inestimável pela companhia que ele me tem prestado. E isso não há site que pague.
Ainda assim, este blog nunca poderia ser desvirtuado com campanhas promocionais ou vendas. Nem tampouco com a promoção pura e dura, sem fundamento ideológico e, acima de tudo, sem cunho pessoal. Há ainda que acrescentar a visibilidade. Na plataforma pessoal, este blog tem a visibilidade que lhe é necessária, nem mais nem menos. E caso esta mude, continuará a ser a necessária. Cada momento, cada número, ao sabor dos tempos.
Já no caso do site isto não acontece. Há uma necessidade premente de visitas, uma marca para vender que tem o meu nome, uma arte que importa profissionalizar e, pessoalizando, apartar daquilo que é privado ou até mais íntimo. Lá poderei mostrar aquilo que produzo, aqui aquilo que sinto. Contudo, não deve ser esquecida a origem de ambos, que é a mesma, e que pode levar a uma sobreposição. Atente-se em ambos e logo se verá que proveitos deles se retira...

MG

O MG, em Ovar, encheu-se ontem de amigos. Caras já conhecidas de outras alturas e outras perdições. Algumas com conhecimento de causa, outros pela simples expectativa ansiavam pela surpresa. Chegou à meia-noite, em forma de prenda de aniversário, acompanhada de um bilhete para os Oasis.
Cantei Don't Look Back in Anger com a vontade de encher os pulmões de ar e rebentá-los a cada nota. As cordas vocais, que temia estarem desidratadas, portaram-se ao gosto de alguém que se obriga ao ideal. E cantar perante dezenas de pessoas, ouvi-las tão perto a acompanharem a minha voz, vez os olhos marejados do aniversariante e, acima de qualquer coisa, a maioria deles ali, os amigos. Palmas, alegria, o final da noite na SA.
Ovar é uma terra de alegria. O espírito do Carnaval nunca a abandona. Merece mais do que umas pequenas visitas, merece permanência e procura e pesquisa e interesse. E há as mulheres vareiras, donas de um samba de formas gritantes. Mesmo assim, não há mulher que pague a beleza das amizades sempre ali, a acenar a palavra "presente" em qualquer altura. Obrigado, devolve a nossa voz interior. E até ao Carnaval!

De venda nos olhos e toque no ombro

Um toque no ombro, com mão pousada. Um mar de letras impressas e capas berrantes e silenciosas. Uma recordação nada ténue. Um tempo recuperado na mesma página, com as mesmas letras e as mesmas capas, sempre berrantes e silenciosas.
Volta-se atrás no tempo, não se desminta. Viver é viajar assim, perder o rumo com um toque de ombro. Voltar à tona do tempo com uma conversa de horas e deixar o guia da voz levar-nos... A vida, no final de contas, é uma Ciência Viva...

Orgulho

A noite nunca é escura de mais para pensar. Os pensamentos podem ser escuros de mais para a noite. Assim como as manhãs cobertas de nevoeir...