CRÓNICAS DO MUNDIAL

Como a todos é notório, a Itália foi uma campeã justa. Após ter feito um Mundial que honrava as origens do catenaccio mas com um pendor ofensivo que há muito não se verificava em grandes competições. Assim sendo, atingiu o quarto título mundial.
Por outro lado, o que marca esta final a ferro e fogo é a cabeçada de Zidane a Materazzi. Um génio que não conseguiu manter a cabeça fria ao fim de uma brilhante e experiente carreira. Tenha o italiano dito a pior coisa do Mundo e ainda assim não havia razão para tal reacção. É pena, mas pelas ondas de solidariedade que se observam não é coisa para preocupar os seus fãs.
Terminam assim as Crónicas do Mundial que, embora curtas, penso terem sido proveitosas.

CRÓNICAS DO MUNDIAL

Afinal, passaram. Embora a vontade de retirar o post anterior seja grande, seria desonesto da minha parte adulterar uma decisão que tomei em perfeita consciência. Claro que, sendo algo que nunca se deve fazer, declarar vitória antes do tempo é arriscado. Mas dá gosto, quando resulta, e dissabores, quando falha.
È com muita pena que vejo esta imagem com outra interpretação. Afinal o STOP foi mesmo português, tão português que, mostrado por Zidane ao marcar aquele penálti, acabamos por parar. Mesmo assim não me desculpo, simplesmente porque quem me obriga a dizer estas palavras é a mesma pessoa que, na noite de quarta, obrigou um país que de tão pequeno se torna enorme a parar.

CRÓNICAS DO MUNDIAL


Hoje, meio Mundo espera a vitória de Portugal. Amanhã, por certo, essa metade vai parar. Pois que pare, mas para festejar! E que a França pare já aqui!

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CRÓNICAS DO MUNDIAL

Depois do primeiro post, o Mundial ficou sem comentários. Não que sejam estritamente necessários até porque os há aí aos milhares, mas simplesmente porque ficou dito que o ia fazer. E não é tarde.
Tudo se resume a Portugal nas meias-finais. Após ter sido uma das quatro equipas que venceram todos os jogos na fase de grupos (Portugal, Alemanha, Brasil e Espanha) avançou para os oitavos-de-final já com um ligeiro cheiro a dever cumprido. No entanto, não era por ali que devíamos ou queríamos ficar. Por isso, com mestria e sofrimento vencemos a Holanda. O árbitro foi, contudo a principal figura do jogo, porque, de todos, foi o único a bater recordes. Até ele achará, com certeza, que não é um final de carreira assim que todos sonham.
Nos quartos-de-final, ontem, o sofrimento foi, em minha opinião, ainda maior. Como em 2004, a decisão só se consumou nas grandes penalidades, depois de um domínio avassalador de Portugal, que não conseguiu aproveitar o facto de Rooney ter sido expulso. Mais uma vez, Ricardo foi o herói da Selecção, defendendo três penáltis. A bola final coube a Cristiano Ronaldo que, carimbando a vitória, aponto para o céu, provavelmente dirigindo ao pai a felicidade que sentia.
Quanto às outras equipas, embora nada de novo, existem algumas surpresas, não tanto pelo nome em si, mas pelas exibições que fizeram. Esperava-se que a Espanha das grandes exibições vencesse a fraca França, mas não. Esperava-se que a experiência francesa cedesse perante a técnica e juventude brasileira, mas não. Esperava-se uma vitória latina contra a Alemanha, mas a Argentina caiu nas grandes penalidades.
Mesmo assim, este campeonato decorre com grande qualidade. E, note-se, das quatro equipas presentes nas meias-de-final apenas uma, um outsider, nunca foi campeã do Mundo. E não é tarde.


Orgulho

A noite nunca é escura de mais para pensar. Os pensamentos podem ser escuros de mais para a noite. Assim como as manhãs cobertas de nevoeir...