Mais pequena mas não necessariamente pior

É natural que, como devem calcular, o jogo Rússia-Grécia me tenha passado despercebido. Eu gravo e vejo os de Portugal, o que implica que não o possa fazer noutros jogos. Por isso, a crónica do jogo indicado será um pouco menor do que as outras. Só por esta razão.

CRÓNICAS DO EUROPEU

BULGÁRIA - 0 // 2 - DINAMARCA
Estádio Municipal de Braga

Foi um jogo em que, novamente, a Dinamarca voltou a demonstrar o seu bom futebol, equiparado à R. Checa, sendo as equipas que praticam um futebol bem jogado, agradável à vista. Rommedahl, logo aos 4 minutos, cruzou para um primeiro remate de Jorgensen defendido por Zdravkov e uma recarga de Sand que embateu em Ivanov. Repetiu Rommedahl o feito aos 9' mas Petkov cortou. Aos 22' Rommedahl teve de sair lesionado e entrou o recém-chegado Gronkjaer. Como se verificou depois, apesar da boa exibição do primeiro, o segundo fez esquecer a sua boa prestação. A Dinamarca continuou a jogar bem e demonstração disso foi a jogada efectuada aos 24': Jensen centra e Gravesen falha, assim como Sand. Laursen remata contra Kirilov que fica lesionado na cabeça, tal foi a violência do remate. Zdravkov foi obrigado a exibir-se depois de um remate de Gronkjaer chegado ao poste. Niclas Jensen veio então, aos 31', da defesa centrar para Sand que falha de cabeça. Sete minutos depois, Tomasson remata às malhas laterais após receber de Gravensen e fugir a Zdravkov. Após a saída de Petkov para a entrada de Zagortchitch, Sorensen comete um erro, algo pouco normal, não agarrando a bola. Hristov não aproveitou e rematou ao lado. O domínio dinamarquês era evidente, sendo a posse de bola dos nórdicos de 57%. Perto do intervalo, um passe bem executado de Berbatov, de calcanhar, para M. Petrov que acaba por rematar frouxo. Gravesen ainda teve tempo para isolar Jorgensen e este, na cara do guarda-redes, opta pelo passe para o lado onde Jon Dahl Tomasson estava para encostar para o fundo das redes. A primeira parte acabava com a Dinamarca em vantagem no marcador.
Cinco minutos depois do recomeço, a Bulgária fez alterações, entrando Lazarov e saindo Ivanov. Os búlgaros até começaram melhor, protagonizando uma excelente jogada, com uma finalização de Jankovich ao lado. A Bulgária estava melhor do que na primeira parte e voltou a confirmá-lo aos 61' através de uma boa jogada que acabou nas mãos de Sorensen. Passados dez minutos, Jorgensen sai e entra Claus Jensen. Saiu também Jankovich aos 80, entrando Milen Petkov. Um minuto depois, falta duvidosa que Lucílio Baptista não marca. Na sequência desta jogada, Stilian Petrov aproveita para reclamar a falta anterior e o português perguntando nítida e rispidamente "what" mostra o amarelo que leva a estrela búlgara à expulsão por acumulação de amarelos. Martin Petrov começou então, devido ao nervosismo a mostrar-se o mais inconformado mas à margem da lei, arriscando-se também ele a ser expulso. Gravesen que tinha estado muito bem durante toda a partida continuava em destaque e aos 86' C. Jensen quase marcava, ganhando apenas um canto. A partida já estava na fase final, Gronkjaer marca um golo que culmina uma grande jogada, aos 91': passa a bola a Tomasson, que tabela com ele para ele marcar. A vitória estava entregue mas podia ter-se dilatado ainda mais, quando Sand remata à barra depois de trabalhar bem. O jogo acabou logo a seguir.

Melhor em campo:
Thomas Gravesen

Árbitro:
Lucílio Baptista - ao seu estilo esteve bem. Controlou o jogo não deixando de ter a percepção dos seus actos. Disciplinar e tecnicamente bem.

Que grande vitória

É claro que ninguém se vai importar. Eu peço desculpa na mesma, pelo adianto. Portugal ganhou e pouco mais há a dizer, mas muito mais há a sentir. Agora, pode vir quem vier, que se depender de nós, ninguém nos pára. Viva Portugal!

CRÓNICAS DO EUROPEU

CROÁCIA - 2 // 2 - FRANÇA
Estádio Dr. Magalhães Pessoa, Leiria

Nos primeiros minutos a França dominou o jogo, nem sequer deixando a Croácia sair para o ataque. Não existiam muitas oportunidades mas a França dedicava-se ao ataque, não desprotegendo a defesa, onde o capitão Desailly estava de volta. E então, depois de muitas tentativas, Zidane executa um livre em que toda a gente falha. No entanto, Tudor desvia-a ao de leve e sem intenção, remetendo a bola para dentro da baliza. Estava feito o 0-1. A Croácia crescia mas os argumentos franceses continuavam a superiorizar-se. Aos 42', lance mais que mágico. Henry cobra o canto, curto de mais, mas Zidane levanta a bola de calcanhar para a cabeça de Gallas, que falha quando tinha saltado sozinho. O intervalo chegava com a França na frente e depois de muita luta a meio campo.
No segundo tempo, a vontade francesa de alterar o rumo do jogo era tanta que Silvestre derruba Rosso na área. O árbitro assinala bem a grande penalidade. Estavam passados 46 minutos quando Rapaijc concretiza o castigo máximo e empata a contenda. Barthez atirou-se bem para a bola, mas a potência do remate do croata não deixou qualquer hipótese de defesa. O jogo continuou com o, cada vez maior, crescimento da Croácia. E, qual cereja no topo do bolo, coroando esse crescimento chega o 2-1. Numa jogada um pouco confusa, Desailly falha a intercepção e Prso remata forte de pé esquerdo, marcando um golo de grande qualidade. Era a surpresa. De estranhar era o facto de Ivica Mornar, o melhor croata em campo no jogo contra a Suíça, estar no banco. Olic entrou, Butina defendeu um remate de Butina aos 62'. E dois minutos depois, num atraso mal executado, Trezeguet ganha a bola e Butina tenta aliviar. A bola bate então na mão do francês beneficiando-o e oferecendo-lhe o golo. Novo empate no Magalhães Pessoa. Se bem que a bola tenha ido à mão involuntariamente (nunca ninguém provará se assim foi, mas que pareceu, pareceu), o árbitro deveria ter assinalado falta porque influi directamente na trajectória da bola e no resultado da partida. O jogo alegrou com o empate, com as duas equipas a procurar os três pontos. Robert Pires centra sem emenda de Zidane aos 87' e, pouco tempo depois, Pires remata e Butina opõe-se à bola. Mornar que tinha entrado para o lugar de Rapaijc, o marcador do penálti, estava já a dar que fazer a defesa gaulesa e, aos 92, bem perto do final do encontro, descontos incluídos, recebe de Olic numa grande jogada e remata forte, à queima-roupa mas por cima. Foi por pouco. Quem sabe se estando ele mais tempo em campo não tinha acontecido mais vezes?

Melhor em campo:
Dado Prso

Árbitro:
Kim Milton Nielson - esteve bem no lance da grande penalidade e no cômputo geral, tanto a nível técnico como disciplinar. Esteve muito mal no lance do segundo golo francês, influenciando o resultado fin

CRÓNICAS DO EUROPEU

INGLATERRA - 3 // 0 - SUÍÇA
Estádio Cidade de Coimbra

Foi na sua totalidade um jogo que pecou pela escassez de emoções. A Suíça jogou o que pôde e a Inglaterra o que precisou para ganhar.
Gerrard é sem dúvida um excelente jogador, mas parece estar em maré de azar. Aos quinze minutos, três depois de Frei falhar a emenda de um canto, quase fez auto-golo ao aliviar a bola para canto. Foi apenas um susto, até porque aos 22' Rooney tornou-se no jogador mais jovem a marcar num Europeu. Owen realiza um bom trabalho e um melhor cruzamento que culmina no cabeceamento do talentoso jogador do Everton. De notar que até ao golo a Suíça dominou, principalmente a nível territorial, debruçando-se sobre o meio campo adversário, sendo este contra a corrente do jogo. Rooney voltou a protagonizar perigo aos 33' mas não consegui desviar um centro de Ashley Cole. Em cima dos 45', Lampard faz uma falta infantil, pé em riste, e Hakan Yakin quase faz golo de bola parada.
A Suíça foi alterada na interrupção, mas não foi factor de grande mudança no jogo. Haas leva amarelo aos 48', lance que viria a influenciar o percurso dos suíços. Wicky criou perigo com um remate aos 51' e, dois minutos volvidos, Celestini sai para a entrada de Cabanas. Ashley Cole destacou-se, então, através de um pormenor individual, fugindo a dois adversários. Aos 59' Haas repete a entrada dura que tinha executado no início da segunda parte e é expulso por acumulação de amarelos. O jogo continuou mas a falta de Haas, pouco notada nos minutos seguintes à exclusão, influenciou a equipa que passou a jogar menos bem. Aos 65', o miúdo maravilha inglês domina um excelente passe longo de Beckham mas falha o remate. Por esta altura notou-se perfeitamente o esforço da equipa suíça em não se dar por vencida. Eriksson decidiu, posteriormente, tirar Scholes e colocar Hargreaves no seu lugar e também substituir Owen por Vassel, alteração repetida do jogo anterior e já esperada, por isso. A Suíça voltava então a dominar, recuperando o fulgor perdido. Mas Rooney matou o jogo num lance peculiar. Conduzindo a bola até à área, rematou e a bola, atingindo o poste, ressaltou para as costas de Jorg Stiel onde embateu entrando para a baliza. 74' minutos, 2-0. E o 3-0 viria aos 84', num lance de muitos passes lentos, em que Beckham desmarca Gary Neville que centra e Gerrard marca. Afinal o azar não é assim tanto. Até ao final saída de dois jogadores determinantes para o decorrer dos acontecimentos: Rooney e Hakan Yakin, para as entradas de Kieron Dyer e Vonlanthen

Melhor em campo:
Wayne Rooney

Árbitro:
Valentin Ivanov - o jogo foi calmo não precisando de muito pulso para dominar os ímpetos dos jogadores. Esteve bem e foi equilibrado.

CRÓNICAS DO EUROPEU

RÚSSIA - 0 // 2 - PORTUGAL
Estádio da Luz, Lisboa

Scolari fez quatro alterações na equipa que tinha enfrentado e sido derrotada pela Grécia: Miguel no lugar de Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho para a posição de Fernando Couto, Deco em substituição de Rui Costa e Nuno Valente a lateral esquerdo, lugar que tinha sido de Rui Jorge.
Notou-se desde o começo da partida que Portugal queria matar rápido o jogo. Aos dois minutos Deco de costas desmarca Nuno Valente que não percebe e deixa a bola escapar pela linha de fundo. Aos 6', a estreia do marcador. Figo cobra uma falta de Sennikov que derrubara Simão, mas a defesa alivia. Maniche recupera, passa a Deco e entra para a área onde vai receber a bola após um centro-remate do companheiro luso-brasileiro. Remata sem parar a bola, sem oportunidade para defesa. Ovchinnikov limitou-se a vê-la entrar, tal era a impossibilidade de acção. O jogo desenrolava-se com Portugal a dominar mas sem grandes oportunidades de golo. A0s 29', Figo cruza mas Pauleta não chega e Smertin acaba por ceder canto ao conjunto das Quinas. Aos 37', nova jogada bem delineada com Deco a passar a Maniche que, por sua vez, desmarca Simão, mas este não chega. Faltava um minuto para os 45' quando, estando Pualeta isolado, Ovchinnikov saiu, fora da área e parou a iniciativa do Ciclone. O árbitro marcou falta e expulsou o russo, por este ter alegadamente parado a bola com as mãos fora da área. A toda a gente assim pareceu e mesmo depois de muitas repetições permaneceu a dúvida. Mas há uma câmara que mostra que o ex-guarda-redes do FCPorto não toca com o braço na bola. Para o árbitro era impossível ver, mas é um erro embora perdoável. Não se pode dizer que tenha influência directa no resultado até porque Malafeev, o guardião suplente, esteve bem à altura, mas que dificultou a acção da Rússia dificultou e muito.
O intervalo passou e o segundo tempo regressou com um fora-de-jogo mal tirado. Numa boa jogada, passados cinco minutos desde a interrupção, Nuno Valente faz Malafeev exibir a sua boa qualidade. Para um grande remate, uma grande defesa. Aos 52' Kariaka cruza de maneira traiçoeira e Ricardo é obrigado a desviar a bola. Três minutos depois, deu-se um livre frontal embora um pouco longe, cobrado por Deco. Malafeev, demonstrando coragem, dispensou a barreira e defendeu o remate que fez um arco, dificultando o seu trabalho. A jogada leva ainda a um bom remate de Kariaka que Ricardo defendeu. Passados 61' minutos na partida, saiu Simão e entrou Rui Costa e na jogada imediata, Miguel passa para Deco que abre as pernas deixando-a para Nuno Gomes. Este vê Figo entrar na esquerda, passa-lhe o esférico e o número 7 remata, vendo Malafeev devia para o poste. Na recarga, Deco precipita-se e manda por cima. Entre 0s 70' e os 73' Deco protagoniza um lance individual que Nuno Gomes não finaliza, sai Izmaylov e entra Bystrov e Deco volta a rematar para a defesa de Malafeev. A Rússia jogava bem apesar de estar com dez e na defesa portuguesa R. Carvalho era um portento. Faltava então um quarto de hora para o final regulamentar, Figo rematou, Malafeev opôs-se e logo de seguida entrou Ronaldo para o lugar do capitão português. Yartsev também alterou, tirando Kariaka para a entrada de Bulykin. Ronaldo começou logo a fazer estragos. Uma fintinha aqui, um túnel ali, e os russos pareciam chineses com os olhos em bico. Aos 83', Nuno Gomes falha clamorosamente, tendo apenas Malafeev em frente. Passados 3 minutos, Alenichev zanga-se com o companheiro Maniche porque remata a bola contra este e o português faz teatro agarrando-se à cara quando nem sequer foi tocado ali pela bola. E no minuto seguinte, Rui Costa desmarca de forma perfeita C. Ronaldo que retribui o passe, num centro com a parte de fora do pé direito, pois estava na esquerda. Rui Costa marca e é abraçado por todos. Momento bonito: Deco e Rui Costa abraçam-se mutuamente e o 10 chega a beijar o 20 na cabeça, renunciando publicamente a qualquer mal entendido que a imprensa parecia querer perceber. Até ao final, os Quinas limitaram-se a controlar e somar os merecidos três pontos, os primeiros do Europeu.

Melhor em campo:
Maniche

Árbitro:
Terje Haunge - esteve bem apesar de ter expulsado mal Ovchinnikov, muito embora seja impossível analisar o lance correctamente sem recurso à repetição. Um fora-de-jogo mal assinalado não dá direito a má nota.

Espanha, árbitros e peixe

Árbitros. Este é o tema que os espanhóis têm em preferência desde que souberam que o jogo final será mesmo uma final, sendo que quem ganhar é que passa. Só é hilariante que falem de Anders Frisk naquele tom soberbo e ignorante, quando Mejuto Gonzáles é o pior árbitro deste europeu, a larga distância dos companheiros. No primeiro jogo que arbitrou (Dinamarca-Itália) errou montes de vezes mas sem repercussões a nível de resultado. Deixou só má imagem. Neste último (Holanda-República Checa) marcou faltas erradas e chegou mesmo a validar um golo em claríssimo fora-de-jogo. Para esquecer. Pela boca morre o peixe. Ou pela boca morre a Espanha.

E-mail e contagem

Uma vez que o "contabilista" já indica 530 visitas eu pretendo pedir um favor: aos leitores assíduos, principalmente, mas também aos pontuais se pretenderem, queria pedir o favor de colocarem o vosso e-mail no local para o efeito. De preferência, com o e-mail correcto. Se isto não for possível, tentem pelo menos que fique registado que vocês lêem o blog. Isto servir-me-á para contar mais pormenorizadamente os leitores, de modo a que daqui por diante possa agradar mais a cada um. Desde já muitíssimo obrigado.

CRÓNICAS DO EUROPEU

GRÉCIA - 1 // 1 - ESPANHA
Estádio do Bessa XXI, Porto

A Espanha começou o jogo a atacar melhor, com uma boa jogada de Etxeberria, que viu a bola ser-lhe cortada por Katsouranis. Na sequência do canto daí proveniente, Vicente cobra muito chegado mas Nikopolidis afasta. A Espanha continuava a atacar melhor, enquanto a Grécia não mostrava nada. Um erro de Fyssas e depois nova boa jogada trouxeram algum perigo à baliza grega mas os remates não saiam. A posse de bola cavava um fosso entre as duas selecções: 60% para os espanhóis. A Espanha é também mais agressiva e por isso vê vedada a utilização de Marchena contra Portugal, depois de ver um amarelo. O jogo mostrava-se algo morno, muito jogado no meio-campo, a Espanha sem lucidez para fazer um golo e a Grécia a jogar para destruir. Aos 26', Karagounis leva amarelo e fica também impedido de jogar contra os russos. Dois minutos depois, lance mágico: num mau atraso de Kapsis, Raul recolhe a bola e entra na área. Com um toque de calcanhar perfeito atrasa para Morientes que, inteligentemente, tira o primeiro defesa da frente e remata para o fundo das redes. Até ao final do jogo houve algumas oportunidades mas muito ténues, como aliás indicam as estatísticas: um remate apenas durante toda a primeira parte, de Morientes e que deu golo. Posteriormente, deu-se algo de lamentar: Albelda e Karagounis pegam-se e o primeiro insulta o segundo, trazendo à baila o bom nome da mãe do grego. A Espanha apesar disso controlou até ao interregno descendo apenas um ponto percentual na posse de bola.
Iñaki Saez alterou o flanco direito da equipa e com muito sucesso. A entrada de Joaquín para o lugar de Etxeberria refrescou muito o lado direito do ataque espanhol e alterou o rumo do jogo. Os espanhóis começaram o segundo tempo ao ataque com Puyol a centrar perigosamente para Raul. Aos 50', lance determinante: Giannakopoulos sai lesionado para a entrada de Nikolaidis. Cinco minutos mais tarde entra Tsartas, um criativo, para o posto de Karagounis. Nesta altura, as imagens televisavas mostram dois homens no público, equipados com togas e louros. Não era por falta de apoio e por falta de imaginação dos adeptos que a Grécia estava a perder e a jogar mal. Aos 57 minutos, Joaquín começou a fazer estragos no um contra um, cruzando para a cabeça de Raul que falha escandalosamente. Aos 59'. Seitaridis tem um bom pormenor embora inconsequente, como aliás todas as tentativas atacantes gregas. O descontrolo era notório principalmente após a saída de Giannakopoulos que baralhou as marcações a meio campo. Os minutos 63 e 64 foram tensos. De um lado Joaquín plantava terror na defesa helénica e do outro Seitaridis ganha o primeiro (!) canto grego. Entretanto entrou Valerón para a saída de Morientes. Dois minutos depois, aos 21', perante um erro da defesa espanhola, Charisteas recebe bem um excelente passe longo de Tsartas e marca. Contra a corrente do jogo e sem ter trabalha do muito para isso, a Grécia empata o jogo. O jogo caminhava para o final e apenas se destacam as excelentes iniciativas individuais de grande técnica de Joaquín e Puyol. Aos 39' sai Raul que realizou um jogo muito bom, para a entrada de Fernando Torres, que mereceria lugar na selecção, não fosse estar tapado por dois gigantes do futebol. A Grécia permanecia fora do meio campo adversário havia muito. E o jogo acabou, não sem antes sair Fyssas para a entrada de Venetidis.

Melhor em campo:
Raul González

Árbitro:
Lubos Michel - esteve bem. Não foi das melhores exibições deste campeonato, mas também não comprometeu.

CRÓNICAS DO EUROPEU

ALEMANHA - 1 // 1 - HOLANDA
Estádio do Dragão, Porto

A Holanda entrou no jogo cheia de vontade de triunfar e ao segundo minuto Nistelrooy falou um remate apenas com Kahn pela frente. Os alemães também mostravam abnegação e Kuranyi chegou a ver o amarelo por jogar com a mão. A Alemanha ficou melhor, recuperando dos minutos iniciais em que foi dominada pela Holanda. Kuranyi mostra os seus dotes de rematador aos 22', não tendo sucesso no duelo com Van der Sar. Aos 27', o filme repetiu-se mas desta feita o remate foi de Worns. Aos 29' o marcador estreia-se: Lahm sofre falta de Cocu, que vê o amarelo. O livre é batido por Frings e ninguém desvia a bola, vindo esta a entrar directamente após bate no poste. Era o coroar de um bom momento da Alemanha.
Aos 38', a Alemanha reclama uma grande penalidade inexistente, que o árbitro não assinalou. De seguida, Van Nistelrooy amortece de cabeça para o remate de um companheiro, sem consequências para a baliza à guarda de Oliver Kahn. Nenhuma equipa se destacava, muito embora a Holanda insistisse mais no ataque com vista ao empate. Nos quatro minutos finais da primeira parte, Van der Vaart rematou com perigo, Nistelrooij centrou, noutra jogada, mas o perigo perdeu-se numa confusão em que dois holandeses chocaram e. pior de tudo, Frings enganou o árbitro, que assinalou uma infracção faltosa, por parte de Heitinga, inexistente.
O treinador Dick Advocaat mexeu na equipa ao intervalo, substituindo Zenden e Davids por Overmars e Sneijder, respectivamente.
Ballack, que havia já tido destaque na primeira parte, visto ser o organizador de jogo da Alemanha e o elo de ligação defesa-ataque por onde passavam todas as bolas, quase aproveita, aos 51', um erro de Van Bronckhorst, mas este acaba por emendar. Passado um minuto, Ballack remata com perigo e, na sequência, Kuranyi quase chega a um centro de Schneider. A Holanda respondeu depois por meio de um centro do jovem Sneijder mas Nistelrooy, muito apagado, esteve mal no lance. O jogo continuou sem grandes oportunidades até aos 65', por altura de um grande centro de Sneijder de bola parada, mas Bouma não salta, com medo de se lesionar junto ao poste. A partida continuava com perigo tanto para Kahn como para Van der Sar, embora ténue, sem ser muito flagrante. Destaque para um erro do árbitro ao não dar a lei da vantagem num lance em que Stam carrega Ballack. Aos 73' minutos, Advocaat deu uma prova aos adeptos em como queria ganhar o jogo todo o custo, substituindo Heitinga por Van Hooijdonk. Nesse minuto, Overmars obriga Kahn a uma boa defesa com um remate forte. Então, Voller faz também alterações, retirando Frings para a entrada de Ernst (77'). Era a segunda aposta jovem, depois da entrada de Schweinsteiger aos 66', saindo Schneider. Dois minutos depois, o árbitro troca o infractor de um lançamento. Aos oitenta e um minutos deu-se um lance de traço predestinado. A centro de Van der Meyde, Ruud van Nistelrooy, num remate elegante, acrobático e, aparentemente, impossível, marca o 1-1. Schweinsteiger mostrava-se muito agarrado à bola, mas realizou um remate perigoso aos 88', já depois de Kuranyi sair para entrar Bobic e da Holanda fazer Kahn voar para defender um cabeceamento. O jogo assim se manteve até ao final, mesmo com Ballack a ter oportunidade de matar o jogo aos 91 minutos. Rematou bem, mas por cima.

Melhor em campo:
Michael Ballack

Árbitro:
Anders Frisk - devota muita alegria ao jogo, o que é bom. Equivocou-se num lançamento e errou ao não dar a lei da vantagem quando devia ter dado. Ainda assim, a sua prestação foi muito boa.

Atrasos

Peço muita desculpa pelos atrasos das crónicas mas elas chegarão. Provavelmente hoje a leitura ficará praticamente em dia. Pelo menos esse é o meu desejo e todos os esforços farei para que assim aconteça. Segunda-feira, com toda a certeza, serão mais céleres a aparecer.

CRÓNICAS DO EUROPEU

REPÚBLICA CHECA - 2 // 1 - LETÓNIA
Estádio Municipal de Aveiro

Ambas as equipas começaram a partida com boas iniciativas, mais perigosas, como seria de esperar, por parte da R. Checa, que, logo aos nove minutos, fez perigo com Nedved a rematar contra a defesa e depois a servir Jankulovski que rematou com perigo mas ao lado. Nova insistência checa três minutos depois, com Kolinko, bem, a desviar e Koller a não chegar à bola. Na sequência de um contra-ataque, tipo de jogo que pautou a actuação da Letónia e com sucesso, quase que os letões estreavam o marcador. Rosicky, que não esteve ao seu nível, rematou, em recarga de um pontapé de canto, aos dezassete e repetiu o feito, aos 21', desta feita em jogo corrido, num remate de fora, que obrigou Kolinko a algum esforço para defender. Começavam os checos a superiorizar-se com Poborsky e Baros a destacarem-se, assim como o inevitável Pavel Nedved. E foi por meio de Poborsky que, aos 24 minutos, a R. Checa fez perigo. O remate chegou a raspar a barra. Surpreendentemente, a Letónia, em contra-ataque começa a criar perigo, e aos trinta e quatro minutos, Rubins, o 10 letão, que jogava mais rápido e melhor que os colegas, centra mas ninguem aparece a finalizar a grande jogada. A Letónia apresentava-se bem fisicamente, mais aguerrida. Koller raramente fazia alguma coisa, pois tinha Stepanovs, outro gigante, a marcá-lo magistralmente. Pois foi assim que, em cima dos 45', num 2 para 3 a Letónia chegou ao golo. Stepanovs assiste superiormente Prohorenkovs, que em corrida ganha a linha de fundo e centra para Verpakovskis marcar, perante a passividade checa. Os indicadores dizem tudo: 61% de posse de bola para os checos. O golo foi bonito, fez os letões sonhar e foi contra a corrente do jogo. Entretanto, tinha chegado o final do primeiro tempo.
A R. Checa entrou a pensar virar o jogo o mais rápido possível, uma vez que tinha a noção que a Letónia não ia fazer muito mais a não ser defender. Enganaram-se um pouco. A Letónia defendeu como na primeira parte, explorando, sempre que possível, o contra-ataque. Até aos 60 minutos houve um remate de Nedved que, saindo desviado por um defesa, não traiu Kolinko, saiu Grygera para entrar Heinz e Poborsky, cada vez melhor, remata na recarga de um canto de Nedved. A pressão checa era acentuava-se mas o último passe falava. O jogo começou a ficar mais lento devido ao calor, mas os checos não desistiam e no espaço que compreendeu os minutos 60 a 70 Baros recebeu de peito e rematou alto e Poborsky fintou um letão (bola para um lado, corrida pelo outro) e centrou para Baros que, so com Kolinko pela frente, falhou escandalosamente o alvo. Foi então que saiu Galasek e entrou Smicer, que pareceu libertar mais Koller, que efectuou de seguida um remate que obrigou Kolinko a aplicar-se. Novamente contra a corrente um perigoso lance de Prohorenkovs que falha por pouco o 2-0, aos 24 minutos do segundo tempo. Mas com o controlo do jogo a R. Checa estava cada vez mais perto do golo, como aos 72 minutos, quando Nedved remate duas, uma muito forte outra mais fraca. Kolinko continuava a defender. Numa jogada de qualidade de Rubins, o árbitro não assinala a obstrução que este sofreu. O treinador da Letónia mexe na equipa, então, mas sem grandes resultados. E no minuto 73, nascido de uma bola em que Poborsky, não desistindo, a impede de sair pela cabeceira, Baros marca na recarga, depois de Kolinko defender a primeira tentativa. Seguidamente, Koller tem uma oportunidade flagrnate mas demora tempo demais no remate. Entra Pahars para o lugar do herói Verpakovskis e Heinz, numa jogada posterior, manda à barra. O mesmo Heinz viria, aos 84 minutos, a aproveitar uma infantilidade da defesa letã para marcar o 2-1. Perto do final, a substituição de Bros deu-lhe a merecida ovação como homem do jogo.

Melhor em campo:

Milan Baros

Árbitro:
Gilles Veissière - mal num lance em que houve obstrução a Rubins, erro que é tapado pelo restante bom trabalho a todos os níveis.

CRÓNICAS DO EUROPEU

SUÉCIA - 5 // 0 - BULGÁRIA
Estádio Alvalade XXI, Lisboa

A equipa da Suécia jogou, finalmente, com o regressado Larsson, depois de este não ter participado em nenhum jogo de qualificação por ter desistido da selecção, logo após o final do Mundial '02. Um jornal sueco, contudo, realizou uma verdadeira mobilização de pessoas, que depois de muitos pedidos, conseguiram o regresso do temível avançado do Celtic de Glasgow.
Quem pensa que o domínio da Suécia foi avassalador desengane-se. Logo aos seis minutos, a Bulgária reclama penálti mas o árbitro, bem, a não marcar. A Bulgária dominava o jogo, e aos 15' Martin Petrov ganha a linha de fundo, centra para o remate de Jankovich, com perigo mas sem sucesso. Dois minutos depois, um lance invulgar: Petkov, tentando aliviar a bola, atinge também a cara de Ibrahimovic e Michael Riley assinala, correctamente, livre indirecto, no limite direito da pequena área. Por esta altura ainda a Bulgária dominava, jogando melhor. Mas como sempre, o instinto de Larsson começou a vir ao de cima e na sequência de um centro, de primeira, quase remata com sucesso. Até à meia hora de jogo, o meio campo búlgaro superiorizou-se, jogou mais e melhor. E novo lance anormal, pelo menos a este nível: um lançamento mal executado, com o pé dentro das quatro linhas. E é aos 31', que num lance rápido, Zlatan Ibrahimovic recebe a bola, quase a meio campo, sem fora-de-jogo. Corre sozinho para a área perseguido pelos defesas búlgaros, e, na cara do guarda-redes, passa para o lado, onde Ljungberg marca. Até ao final da primeira parte a Bulgária foi perdendo domínio e ainda houve tempo para um remate algo frouxo de Lyungberg.
Na segunda parte, a Bulgária entra com alguma força, com uma oportunidade de Jankovich de cabeça. Seguidamente, um lance de muito boa qualidade, com a assinatura do talentoso Ibrahimovic, no qual este desmarca Larsson com um toque de calcanhar perfeito, terminando a jogada nas mãos de Zdravkov. Aos 55', Martin Petrov remata forte e ao lado e, na sequência da jogada, Larsson acaba por marcar de cabeça (56'), por meio de um centro de Hansson. Incrivelmente, o matador sueco bisa um minuto depois, quando remata com o pé esquerdo, verdadeiramente esquecido pela defesa da Bulgária. A Suécia crescia, fruto dos erros da Bulgária e da consequente desmoralização. Ibrahimovic cabeceou para fora aos 59 minutos, com perigo. Faltavam 15 minutos para o final quando foram feitas duas alterações. Os suecos perdem Svensson para a entrada de Kallstrom. Na Bulgária, saída do incrédulo Berbatov para a entrada do também jovem e lutador Manchev. Apenas um minuto depois das alterações, Ivanov derruba Lyungberg, numa falta algo duvidosa. No entanto, Riley assinalou penálti, concretizado por Ibrahimovic, com Zdravkov para o mesmo lado e quase a defender. Ibrahimovic, este que viria a ser substituído por Allback, quatro minutos depois do golo, corolário de uma exibição de grande nível, colectiva e individualmente. O treinador Markov respondeu e lançou Lazarov para o lugar de Petrov, uma substituição que surtiu efeito porque a única hipótese de golo até ao final, por parte dos búlgaros, nasceu de um centro deste homem, para o insucesso de Manchev, que se adiantou, deixando a bola para trás. E, como se já não bastasse, aos 90 minutos, Allback ganha posição e a passe de Larsson, com muita desatenção dos búlgaros à mistura, aparece sozinho frente a Zdravkov, rematando com muita força, para o fundo das redes. 5-0. Quem diria que a Bulgária, depois da boa primeira meia hora ia ser goleada.

Melhor em campo:

Henrik Larsson

Árbitro:
Michael Riley- bem a nível disciplinar e menos bem a nível técnico. O lance do penálti é duvidoso, mas por estar em cima da jogada, dá-se o benefício da dúvida.

Surpresa

O e-mail que recebi ontem ainda não prenuncia um clube de fãs mas, quem sabe, um dia… Uma menina, leitora de uma revista em que participo regularmente, revelou o seu gosto por um artigo que escrevi sobre a adolescência, juntando ainda conselhos úteis aos elogios endereçados. Como lhe prometi uma surpresa caso ela lê-se o blog, aqui está um agradecimento público. Muito obrigado.

CRÓNICAS DO EUROPEU

DINAMARCA - 0 // 0 - ITÁLIA
Estádio D. Afonso Henriques, Guimarães

A Dinamarca entrou melhor no jogo, e para isso muito deve ao treinador Olsen, que colocou em campo um 4-3-3 atrevido. Trapattoni pelo contrário foi cauteloso, numa equipa que tem grande poder técnico nas individualidades, mas que nunca se mostrou bem colectivamente, jogando num nítido 4-2-3-1, táctica que Cruyff espera não alastre para muitas selecções e não domine este europeu.
Os dinamarqueses dominavam a seu bel-prazer, utilizando muito a mudança de flancos para baralhar as marcações italianas. Neste particular, Niclas Jensen e Rommedhal eram determinantes, principalmente este último, que combinando com Helveg na direita, criavam grandes problemas à defensiva italiana. A Itália só se destacou nas bolas paradas por meio de Totti que obrigou Sorensen a uma defesa apertada para canto. Aos dezasseis minutos a primeira oportunidade flagrante da Dinamarca, antecedida por outras mas ténues, num remate de Helveg e que acabou defendido por Buffon. Os vikings continuavam a dominar o jogo, tendo os italianos como espectadores. Aos 17' depois de Daniel Jensen fazer uma finta à Zidane e um passe de muita qualidade, Laursen, até aí irrepreensível em termos tácticos, começa a fazer-se notar em termos técnicos: começou aqui uma exibição soberba. Os ataques sucediam-se, com a Itália a ter em Buffon o salvador, e em Cannavaro o melhor elemento da defesa, que muito perigo afastou. A Itália só fazia tremer em contra-ataque e muito fortuitamente como ao minuto 23 que um passe quase deixa Vieri isolado, não fosse o corte de Laursen. O árbitro também pareceu querer destaque e, 6 minutos depois, amarelou Tomasson por uma simulação que não existiu. O avançado caiu na área, mas foi nítida a tentativa de continuar a jogar e não de simular qualquer falta. Ao minuto 32, ainda sobre a alçada dominadora dos nórdicos, num livre e posterior cabeceamento, Tomasson quase chega para encostar. Por esta altura, a TV mostra os números correspondentes à posse de bola. Assustadores: Dinamarca - 63%; Itália - 37%. O jogo nesta altura aquece, parecendo que nenhuma equipa, mormente os dinamarqueses, queria ir para o intervalo a zeros. Aos 39', Tomasson mostra a sua técnica elevada, prepara o remate de Helveg mas este acaba por chutar sem resultados. A Itália, adormecida até então, sai para o ataque e, na área, Del Piero serve Vieri que remate próximo de Sorensen. O guarda-redes defende com muita dificuldade e, em desequilíbrio, volta a defender a recarga de Totti. Um excelente momento de futebol, determinante para o resultado final. Na sequência da mesma jogada, num contra-ataque dinamarquês Buffon é também obrigado a esticar-se para alcançar a bola. Acaba assim a primeira parte, num ritmo alucinante não aconselhado perante os 33º que se faziam sentir em Guimarães.
O árbitro começou o segundo tempo a assinalar mal uma falta. Foi sem dúvida o pior em campo, num jogo de qualidade nítida. As equipas também começaram por distribuir as oportunidades, mas esta segunda parte foi bem mais incaracterística, com a Dinamarca sempre a dominar, mas o fosso a diminuir. Poulsen controlava a sua zona. Laursen mantinha-se no topo. Entre os 11 e os 13 minutos duas oportunidades, uma para cada lado, com Sorensen a defender um cabeceamento de Vieri e Buffon a desviar a bola, com uma palmada, tirando-a dos pés de Tomasson. Aos 16 minutos, Rommedahl arranca de forma espectacular e só é parado por Cannavaro em obstrução. Até aos 27 minutos, saíram Del Piero, Camoranesi, Sand e Jorgensen, substituídos por Cassano, Fiore, Claus Jensen e Pérez, respectivamente A Itália subiu de rendimento, quem sabe por ter o sangue mais guerreiro de Gattuso em campo, entrado sensivelmente a meio dos últimos 45 minutos. Aos 30 minutos, Claus Jensen joga bem e obriga Buffon a duas defesas incríveis. No contra golpe, Vieri falha por pouco, de cabeça. Sai então Poulsen que muito trabalhou e entra Priske. O jogo estava mais morno, mas ninguém desistia. A Dinamarca continuava a ser eficaz no meio campo e na defesa (Laursen é claro) e os dois guarda-redes continuavam espectaculares. Sorensen defendia os livres de Totti, Buffon os remates de fora, um dos quais bem perigoso, por Daniel Jensen. Já nos descontos, Totti tem uma entrada escusada, merecedora de cartão vermelho, mas vê apenas o amarelo, numa notória falta de coragem de Manuel Mejuto Gonzáles de expulsar um nome tão sonante.
0 - 0. Este jogo foi, contudo, um jogo de grande qualidade, em que não se fez justiça, pois caso houvesse, a Dinamarca teria saído vencedora. E bem que merecia os três pontos.

Melhor em campo:
Thomas Sorensen

Árbitro:
Manuel Mejuto González - o pior árbitro até ao momento. Errou poucas vezes, sem repercussões no resultado, mas errou mais do que os outros. Destacam-se três erros: a alegada simulação de Tomasson e o respectivo amarelo, uma falta mal marcada a abrir a segunda parte e a não expulsão de Totti, por entrada bastante dura.

Euro2004.com

O link do Euro2004.com foi acrescentado ao favoritos. Desta forma, o acesso a uma informação completa, logo após a leitura das Crónicas do Europeu, é facilitado.

Europeias

As Europeias foram um pouco esquecidas por causa do futebol. Mas aqueles que votaram não se esqueceram do que têm passado com o actual Governo e decidiram dar um sinal da mudança que anseiam. O PS venceu de forma esmagadora, o BE elegeu Miguel Portas, a CDU manteve-se com dois deputados e a grande derrotada foi a coligação Força Portugal!, que elegeu nove deputados. Assim, podemos dizer que a esquerda ganhou, sendo que a direita, embora unida, não conseguiu contrariar os sinais de crise que se vêem e os que se adivinham.

Antevisões

Depois de um jogo impróprio para cardíacos, hoje perspectivam-se jogos algo interessantes. A Dinamarca enfrenta a Itália, candidata ao título, mas é, no entanto, uma equipa que já venceu um Europeu e tem tradições nestas competições. A Itália de Totti, Nesta e Del Piero está, teoricamente mais perto da vitória deste jogo e deste grupo, sendo que a Suécia, que enfrenta a Bulgária, é, a meu ver, a candidata ao segundo lugar, que deverá disputar com a Dinamarca, salvo alguma surpresa por parte da Bulgária. Esperemos para ver como o mais que talentoso jovem Ibrahimovic, jogador do Ajax de Amesterdão se comporta num jogo europeu.
Amanhã é tempo de mais um combate de potências. Após o República Checa-Letónia, os outsiders do grupo D, Alemanha, a finalista vencida do último Mundial, e a Holanda, equipa de Van Nistelrooy, Kluivert, Makaay, Davids e Cª, defrontam-se no Dragão. É possível que seja um jogo muito equilibrado, embora a técnica holandesa se possa suplantar à força alemã. Dois jogadores a ter debaixo de olho: Ballack e Sneijder.

CRÓNICAS DO EUROPEU

FRANÇA - 2 // 1 - INGLATERRA
Estádio da Luz, Lisboa

Nos primeiros minutos de uma partida que se adivinhava bonita e bem disputada, a Inglaterra dominou, logo aos 5 minutos com uma oportunidade que Owen falhou, prenunciando a má exibição que assinou, apagado. Muito há, portanto, a dizer deste jogo. Talvez por isso até se diga menos, por ser difícil escolher os pontos-chave de tal confronto. Foi um verdadeiro duelo de titãs. Trezeguet protagonizou dois dos lances mais perigosos para a baliza da Velha Albion, já então se via um jogo equilibrado, em que ora uma ora outra equipa dominavam o adversário com laivos de lucidez e boas jogadas de bonito traço. Ambas as equipas executavam um futebol ao primeiro toque, rápido, de equipa, um futebol que só esporadicamente beneficiava os tecnicistas, que, então, pegavam na bola e exibiam os seus dotes perante adversários de gabarito semelhante. As oportunidades sucediam-se, os centros de Beckham também, e num destes, de bola parada, e já perto do final do primeiro tempo, Frank Lampard, jogador de Mourinho, marcou de cabeça, numa execução perfeita, abanando por completo a equipa francesa. Até ao intervalo, os britânicos preferiram controlar e os franceses pareciam esperar pelo intervalo, pensando que este podia trazer algo de novo.
No segundo tempo, James foi, logo de início, obrigado a intervir por diversas vezes, tal era o fulgor francês. Passado algum tempo, depois de ganhar espaço na esquerda, Henry centra e Gary Neville corta a bola com a mão de forma, aparentemente involuntária. Markus Merk nada assinalou, tendo, portanto, o benefício da dúvida. Sensivelmente cinco minutos depois, à entrada da área, numa tentativa de recepção com o calcanhar, Henry abre a cabeça a G. Neville. O jogo decorreu com Gary de novo em campo, e de novo com uma sucessão de oportunidades. Rooney realizava um bom trabalho na frente, contrastando com o nível de Owen, muito abaixo do esperado, e chegou mesmo a envolver-se em questões com Lizarazu e Makelele, este último que chegara para acalmar e acabou por levar um safanão no braço. Por esta altura, Beckham, que via os seus centros de qualidade sem final feliz, fazia-se notar pelo excelente trabalho defensivo, roubando a bola a Henry, por diversas vezes. Zidane, esse não se fazia notar muito, apenas um ou outro passe mais tal e até um toque de calcanhar que desmarcou Lizarazu, sem a devida sequência. Eriksson substitui o mais que apagado Owen por Vassel. Vassel entrou sem se destacar, mas Rooney continuava a dar que fazer aos defesas gauleses. Numa das suas incursões pela frente de ataque, fugiu à defesa, e foi derrubado dentro da área por Silvestre. Merk, bem, assinalou grande penalidade. Beckham, cahamado a marcar, rematou para o lado direito de Barthez com força, mas este defendeu o remate de forma incrível. Posteriormente, num lance algo curioso, Barthez leva com a bola na cara após um ressalto nascido de um remate dos ingleses. Eriksson mexe de novo na equipa, renovando o ataque e o meio campo. Saem Rooney e Scholes, que esteve ao seu nível embora algo discreto, e entram Heskey e Hargreaves. Santini também altera, substituindo Pires por Wiltord. Neste período a Inglaterra atacava sem arriscar em demasia, de forma a manter a vantagem tão determinante para a classificação no grupo. Zidane continuava abaixo do seu nível, levando assim Henry e Trezeguet a jogar pior do que é seu hábito. A França ressentia-se mas nem por isso desistia, mantendo-se sempre atacante e na busca do tento do empate. Vendo o tempo a escassear, os gauleses decidem apertar o cerco e aos 88 minutos pecam apenas pelo tempo de remate após um jogada de boa intervenção dos homens da frente. E aos 91 minutos, num livre directo com muito perigo para a baliza de James, Zidane chama a si a responsabilidade, típica dos astros do futebol, e fica só perante a bola. Bate o livre de forma soberba e James não consegue evitar o golo, nem sequer se mexendo perante a trajectória do esférico. Pode-se dizer que James se posicionara mal, uma vez que o livre foi batido para o seu lado e não para o da barreira, mas a brilhante execução de Zidane dificilmente lhe permitiria a defesa. Os franceses galvanizam-se, os ingleses enervam-se e passados dois minutos Gerrard, que até aí pautara o seu jogo pelo bom desempenho, atrasa a bola para James. Henry, apercebendo-se da ideia, intercepta a bola e encaminha-se para a baliza. James sai aos seus pés, Henry desvia a bola e sofre falta. Nova grande penalidade bem assinalada por Markus Merk. Zidane, o tal que se vira apagado durante todo o jogo, marca de novo, curiosamente para o mesmo lado que Beckham havia marcado na baliza contrária. Bola para um lado, James para o outro. Não houve tempo para mais nada, uma vez que os quatro minutos de desconto estavam já esgotados. Uma vitória algo injusta, mas que se justifica pelo que a França trabalhou na segunda parte. Contudo a Inglaterra não merecia a derrota.
Destaque ainda para Vieira que limpou praticamente todas as bolas da suas área de acção, controlando o meio-campo como um verdadeiro guarda daquela zona tão vital para o desenrolar da partida. Sempre discreto mas muito importante na contenção dos ataques britânicos.

Melhor em campo:
Zinedine Zidane

Árbitro:
Markus Merk - Muito bem na análise das duas grandes penalidades e no capítulo disciplinar.

CRÓNICAS DO EUROPEU

SUÍÇA - 0 // 0 - CROÁCIA
Estádio Dr. Magalhães Pessoa, Leiria

Um jogo equilibrado em que as duas equipas tentaram não arriscar muito com medo de descompensar no plano defensivo. Apesar disso, não foi um jogo mau, como até os comentadores da TV disseram. Não foi, é claro um jogo de topo, mas também não era de esperar outra coisa.
A Croácia, com uma equipa bem desenhada e com jogadores de valor, atreveu-se logo, por meio de Olic, numa jogada mais perigosa aos 20 minutos, precedida de muitas outras pequenas tentativas de menor perigo, de parte a parte. Nesta jogada, o destaque é para o português Lucílio Baptista que amarelou Prso por bem assinalada simulação. De seguida, duas oportunidades, uma para cada lado.
Desde o início, Hakan Yakin começou a definir-se como o distribuidor de jogo da equipa helvética. A Croácia jogou em ataque mais apoiado, enquanto a Suíça praticou muito mais o contra-ataque, tendo em H. Yakin o principal impulsionador deste tipo de jogadas. Por esta altura, apesar deste homem estar a exibir-se a um nível razoável, os homens de cada equipa eram o guarda-redes Stiel e o croata Mornar, um pelo excelente posicionamento que lhe evitava qualquer tipo de estiramentos e o outro pelas belas incursões pelo lado direito do ataque croata, fazendo uso de uma técnica de elevado nível. Aos 40 minutos, uma jogada de enorme perigo na área suíça: a defesa sobe tentando deixar os croatas em fora-de-jogo, num lance de bola parada, havendo um jogador que permanece e coloca em jogo todos os adversários. Stiel vê-se, então, perante cinco croatas prontos a cabecear. O cabeceamento saiu, mas o suíço atento e em esforço, deu uma palmada na bola devolvendo-a para a frente, sendo esta cabeceada novamente, mas desta feita para fora. O intervalo chega com a Croácia a jogar rápido e a suíça a fugir ao contacto com os croatas, visivelmente mais fortes fisicamente, trocando mais a bola.
Na segunda parte, notou-se um decréscimo na qualidade do jogo. Entrou Rapajic para o lugar de Olic que apesar de algumas esporádicas jogadas de utilidade, inventou demais na primeira parte. Vogel acaba expulso por duplo amarelo, supõe-se por palavras ou por ter pontapeado a bola após o apito do português. Haas, defesa direito suíço, começa a destacar-se e Chapuisat permanece apagado durante toda a sua presença em campo, sendo substituído por Celestini aos 10 minutos da derradeira parte. O jogo permaneceu um pouco mais incaracterístico até ao fim, mas com tempo para oportunidades de Prso, substituições de ambos os lados, picardias e até um caricato lance em que a bola é lançada para trás de Stiel e este corre atrás dela, até a alcançar e acabar por defender, depois de abrandar a trajectória da bola, com a cabeça.


Melhor em campo:

Jorg Stiel

Árbitro:
Lucílio Baptista - Esteve bem, algo interventivo mas sem exagerar. Muito bem a analisar as simulações efectuadas, principalmente, pelos croata

CRÓNICAS DO EUROPEU

ESPANHA - 1 // 0 - RÚSSIA
Estádio do Algarve, Faro/Loulé


O jogo começou muito pensado, mas cedo as equipas se libertaram e a qualidade melhorou significativamente. A Espanha teve duas oportunidades nos primeiros 3 minutos, jogadas que levaram perigo mas não necessitaram de intervenção de Ovchinnikov. O jogo revelou-se equilibrado, tendo Vicente e Alenichev como homens do jogo, protagonizando, no espaço de 3 minutos, duas excelentes jogadas individuais, ainda na 1ª parte. Até ao final do primeiro período, ambas as equipas tentaram mas nenhuma levou senão perigo para o lado do adversário.
Na segunda parte, Yartsev realizou algumas substituições revelando má leitura do jogo e prejudicando até o rendimento de algumas das suas melhores figuras, incluindo Alenichev. Mesmo assim, a Espanha pouco sobressaiu, até ao momento em que Saez fez entrar Valeron, que marcou logo de seguida o único e decisivo golo da partida. Depois do golo a Espanha começou a justificar a vitória até aí não merecida. Dominou e decidiu mesmo abrandar o jogo, para o que Valeron contribui determinantemente.
Saez realiza então outra alteração, trocando Raul pelo talentoso Fernando Torres. O jovem jogador tentou imprimir velocidade no jogo e conseguiu fazer vários estragos na defesa russa. Numa das suas jogadas, fez um túnel a Sharonov, isolando-se e obrigando-o a fazer a falta que o levaria ao segundo amarelo e consequente expulsão. Nos últimos minutos da partida ainda houve tempo para um 3 para 2 a favor da Espanha, terminado com um remate um pouco egoísta de Vicente, defendido pelo guarda-redes russo e para um remate por cima de Fernando Torres culminando uma jogada perigosa de Valeron.

Melhor em Campo:
Vicente Rodríguez

Árbitro:
Urs Meier - primou pela discrição e esteve bem em todos os planos do jogo.


Vive o Euro! Posted by Hello

CRÓNICAS DO EUROPEU

PORTUGAL - 1 // 2 - GRÉCIA
Estádio do Dragão, Porto

A primeira edição e já de pesar. A estreia destas crónicas que se prevê acompanhem todo o Europeu dá logo conta da derrota da "nossa" selecção.
Portugal foi, parafraseando João Marcelino, "uma amálgama de jogadores". Cada um para seu lado, os jogadores portugueses não tiveram a lucidez de flanquear bem o jogo, nem tampouco de utilizar o controlo de bola e o passe como armas ao serviço do colectivo. A Grécia sim, jogou bem, marcando logo aos 7 minutos do jogo, por intermédio de Karagounis, que chegou a ser dado como suplente. Perante um erro de Paulo Ferreira e uma "auto-estrada" pela frente, o grego rematou, protagonizando o único atentado no Dragão, com uma bomba para dentro das redes defendidas por Ricardo. Otto Rehhagel conseguiu surpreender com a táctica irrepreensível e diferente das expectativas.
Na segunda parte, repetiu-se o que menos se desejava. Os gregos lograram novo golo nos primeiros minutos, não permitindo que as inteligentes entradas de Deco e Cristiano Ronaldo para os lugares de Rui Costa e Simão, respectivamente, surtissem qualquer efeito positivo numa equipa amorfa. Curiosamente, o golo nasceu de um penálti provocado por Ronaldo a Seitaridis e concretizado por Basinas. Portugal reagiu, mas tudo parecia falhar. Cristiano Ronaldo acabou por tentar redimir-se com um golo aos 93' que já não resultou sequer num estremecimento da Grécia. Resta-nos agora vencer a Rússia e a Espanha, equipas que jogam já daqui a pouco.

Melhor em campo:

Theodoros Zagorakis

Árbitro:
Pierluigi Collina - Bom trabalho tanto a nível técnico como disciplinar. Sem erros que mereçam destaque.

2004

O Europeu que todos os portugueses (ou quase todos) ansiavam já chegou. A contagem decrescente acabou e o tempo que falta só chega para acabar de alinhavar os últimos pormenores. Portugal é já um país que se fala além fronteiras. Não é por falta de conhecimento que Portugal não cresce. Quem manda é que parece ter falta de vontade. Portugal tem turismo (e muito!), não é mais conhecido como sendo província espanhola, tem nomes que nos projectam lá para fora e tem tudo para crescer. Contudo é lento neste processo, tão lento que os outros conseguem distanciar-se. Se calhar falta-nos uma geração que "revolucione", que mexa com isto. E ela pode, muito bem, estar a crescer nesses lares por aí fora. Até lá, vê-se o Europeu, anseia-se pela vitória final e divertimo-nos a ver bom futebol (assim espero) e um desenvolvimento um pouco mais acelerado e catalizado pelo Campeonato. Viva o 2004! Viva Portugal!

Amizades e recordações

Hoje foi o primeiro dia de férias. Na verdade, na quarta-feira o dia foi ocupado pela praia, no entanto, as actividades promovidas foram-no pela escola. Isto significa que, por muito extra curricular que fossem, a alçada continuava a ser escolar. Agora sim, posso dedicar-me a tudo o resto. Este ano foi, porém, muito produtivo no que toca a amizades. Aproximei-me mais dos que me acompanharam a Londres; fechei mais feridas que tinha de fechar e, embora saiba que nunca as sararei por completo, espero, no mínimo superá-las por muito tempo; conheci pessoas de quem já tinha feito "juízos de valor" quase errados e que acabaram por me surpreender; recordei velhos e bons tempos; e conheci muita gente nova, que também povoou o meu dia-a-dia nesta parte final. Não é preciso citar nomes para eles e elas saberem a quem me refiro. Por isso, a todos muito obrigado.

Feira do Livro

A Feira do Livro do Porto merece-me um comentário positivo. Ao longo de tantas edições, é natural que se vá aperfeiçoando, chegando ao ponto de já ter praticamente tudo alinhavado de forma a correr tudo pelo melhor. Na presença de alguns escritores que se disponibilizavam a dar autógrafos, a Feira decorria calmamente, cheia de organização. Simone de Oliveira, Lídia Jorge e Inês Pedrosa eram, por assim dizer, as cabeças de cartaz, estas duas últimas com direito a entrevista. Eu também primei pela organização. Saído de casa já com os nomes das aquisições na cabeça, comprei Romeu e Julieta (improvisei, visto não ter esta ideia) e o romance O Código Da Vinci, de Dan Brown. Até ao já lido capítulo cinco de cento e cinco (resta "apenas" uma centena), o livro é já para mim um monstro das prateleiras. E a forma fluida de Brown escrever apela ainda mais ao enredo. Simplesmente brilhante.

Expectativas

O ser humano é dotado de várias incapacidades. Esta paradoxal contraposição (como se pode ser dotado se se possui incapacidades?) é uma das características que mais contribui para a felicidade do Homem, muito embora não pareça. Se é verdade que por um lado nos impede de realizar muito do que queremos, tem o seu lado bom, por outro. Neste lado mais ameno apresenta-se a incapacidade de prever o futuro. Nada de futurologias, antes, quando me refiro a prever o futuro, penso nas múltiplas tentativas do Homem de, perante factos, tentar prever o porvir. Ainda bem que assim não é. Se assim fosse, todos saberíamos que, estando hoje Sol, amanhã também estaria; que, se hoje tenho muito, amanhã também terei. E grassava a monotonia. Pois bem, o Mundo é bem diferente, e por tudo isto, o Homem é surpreendido constantemente. Pessoas que antes pensávamos serem-nos indiferentes podem vir a tornar-se deveras importantes. O que hoje está mau, não ficará assim interminavelmente. E estas indecisões a que somos condenados tornam-nos mais expectantes quanto ao futuro. Quem tem expectativa, tem esperança; a esperança é a última a morrer. Isto dá-nos um sentido.

Hobbies

Depois de um ano intenso e extenso, agora que se acabaram as avaliações e pouco falta para que o mesmo aconteça com as aulas, vejo que terei muito mais tempo para me dedicar ao que deixei mais para trás: a escrita, a leitura e a música. Quanto à escrita, aqui está; no que toca à leitura, a Sábado tem acompanhado os meus serões; quanto á música há obras para preparar e concertos do Rock in Rio para ver. E porque não começar já com a Britney Spears?

Orgulho

A noite nunca é escura de mais para pensar. Os pensamentos podem ser escuros de mais para a noite. Assim como as manhãs cobertas de nevoeir...