Jorge Perestrelo

O mês passado, numa promoção do 24 Horas, foi distribuído um CD intitulado "As melhores exibições na TSF de Jorge Perestrelo". Durante 47 minutos repartidos por dezoito faixas é-nos proporcionada uma experiência sem igual, a de ouvir o "rei do relato"no seu melhor. Muito terá ficado por mostrar, mas mesmo assim o CD toca a qualquer um que se ache ligado aos relatos deste enorme vulto da rádio. E, embora já não possamos ouvi-lo mais, enquanto existir rádio haverá Jorge Perestrelo entre nós. Não sei se pelo facto de o saber desaparecido, se pela ligação que tenho à rádio ou mesmo aos momentos relatados por Perestrelo no CD, o que é facto é que em todas as sete faixas que ouvi fiquei com olhos marejados de lágrimas.

José Saramago e as presidenciais

Ontem, o jornal das 9 da Sic Notícias teve a presença de José Saramago. O pretexto era o novo romance "As intermitências da morte", mas Saramago teve também oportunidade de se manifestar quanto às futuras eleições presidenciais, ou não fosse Mário Crespo, o entrevistador, um jornalista de qualidade. De tal modo, a oportunidade não foi perdida e Saramago chegou mesmo a apelidar Cavaco Silva de «génio da banalidade». Perante tal adjectivação, Crespo perguntou qual a posição do Nobel acerca dos candidatos afirmando-se este como "militante fiel" e, portanto, apoiante de Jerónimo de Sousa. Em caso de segunda volta, quer contra Cavaco quer contra Alegre, Saramago optaria por Mário Soares. Tal afirmação não é, de todo, imprevisível uma vez que, apesar da ligação que possa haver a nível cultural entre Saramago e Manuel Alegre, a nível ideológico é Soares quem se encontra mais próximo dos ideias marxistas-leninistas de Saramago. Ainda assim, demasiado longe deles para não ser a primeira opção do consagrado autor.

Orgulho

A noite nunca é escura de mais para pensar. Os pensamentos podem ser escuros de mais para a noite. Assim como as manhãs cobertas de nevoeir...