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A mostrar mensagens de Maio, 2009

Dimensões biológicas

Nunca será de mais repetir que a nossa dimensão biológica está mais presente do que gostamos de admitir. É certo que, havendo excepções, a maioria dos seres biológicos que somos tende a deixar-se levar por esses mesmos traços, não os inibindo.
Nota-se isso perfeitamente na atracção entre os dois géneros. Se por um lado os homens são mais visuais, as mulheres, por seu lado, ligam mais ao estatuto, leia-se aos desempenhos sociais. Quem rebate esta teoria redunda, invariavelmente, no argumento da futilidade. Que nem toda a gente é assim, que não se pode generalizar, mas a verdade é que, em algum momento da nossa vida, todos resvalamos para esse lado, o que não é necessariamente mau se nos apercebermos e tentarmos corrigir.
Está nos genes escrito que teria de ser assim. E sendo biológico, fisiológico até, podemos contrariar mas nunca erradicar. Afinal, isto verifica-se em muitas ocasiões: na forma como homem e mulher encaram as relações de curto-prazo (elas mais sentimentalmente, eles mais …

Quatro angustiadas letras...

...formam aquela palavra que todos querem e, simultaneamente, temem ouvir. Quatro alegres letras formam a palavra que todos anseiam mas adiam dizer...

Açúcar debaixo da língua

Sempre. Não só para recuperar de uma possível hipoglicemia, nas noites de maior loucura académica, mas também porque é assim que se deve viver as amarguras da vida. Com açúcar debaixo da língua forçamos a nossa força interior a deixar de se preocupar. Talvez devêssemos até perder o desejo vingativo. talvez devêssemos, apenas, deixar fluir as coisas como elas são, não as forçando. Mas isso seria desistir.Antes uma chuva de setas no peito que uma única seta nas costas…

Solução: pai e mãe

Em tempos mais negros, quando nos sentimos mais em baixo ou mesmo quando tudo parece não fazer qualquer sentido é neles que me refugio. E se o faço é porque são a solução mais brilhante que poderia ter. Assim como falo de todas as outras circunstâncias, situações, estados de espírito ou pessoas quero, por obrigação sentimental própria, afirmar que estão sempre lá.
Ora visitando-me numa terra distante porque me sinto mais cabisbaixo, ora surpreendendo-me num cortejo de finalista, ora chamando-me à atenção para perigos e laçadas, ora aconselhando-me em qualquer situação, a verdade é que sei que tenho ali uma família onde posso apoiar-me. E ainda estão lá os membros mais novos, os meus irmãos, para darem uma palavra marota, para fazerem rir e para ajudar naquilo que sabem.
Por tudo isto, e pelo amor que nutro por eles, não há agradecimento que seja suficiente.

Os 906,1 Km de estrada

Jack Kerouac, que leio agora em francês, percorreu os Estados Unidos de costa a costa. Também eu, com os amigos que me acompanharão sempre na memória, percorri quilómetros inimagináveis, mudei-os e mudei-me, numa troca de experiências inexplicável. Destes quilómetros os últimos foram contabilizados em 906,1 o que muito diz do esforço que estabeleci para estar sempre presente.
Presente é aquela palavra que todos gostamos. É o agora, é o já, é a prenda. E é este que temos de viver e ter plena noção de que se não fosse o passado que agora vamos deixando o presente, tanto o agora como a prenda, jamais existiria.