Lobby


lobby ['lóbi ]

substantivo masculino


1. grupo de pressão;

2. POLÍTICA grupo dos que frequentam as antecâmaras dos parlamentos com o objectivo de influenciar os deputados no sentido de votarem de acordo com os seus interesses;


(Do ing. lobby, "vestíbulo; corredor")

in Infopedia.pt

Como se pode ver, esta é a definição que o referido sítio dá à palavra lobby. E há muito por aí. Nos MPs, nos tribunais, nos grandes grupos de decisão, nas empresas, nas escolas, etc, etc, etc. E quero falar naquele que mais me afecta. Os lobbys das escolas são, por exemplo, aqueles que permitem que o progenitor-docente cubra as costas do seu descendente-educando.
Passo a explicar, dando-me ao luxo de criticar, sem que seja possível qualquer lobby impedir-me ou atingir-me: se eu, que até sou professor conceituado numa escola, puder interceder em favor do meu filho vou ser isento? Será que a minha presença não afectará a avaliação da minha melhor amiga, quando ela estiver na presença dos dados do meu filho?
Saindo da pele do professor (reduzindo o factor género a nada), eu acho, melhor, eu vejo que sim. Talvez um dia explique melhor porquê…

Literatura

Durante o período de tempo que estive em Itália foi quase completamente impossível ler. O meu primo açambarcava-me a maior parte do tempo, o que é normal e não necessariamente mau. Pelo contrário. Li, na verdade, parte de um livro em inglês, bom por sinal, mas que por ter sido apenas parte, não me encheu as medidas. Portanto, o Amsterdam de Ian McEwan ficou para trás.
Já no Algarve (afinal a separação dos dois destinos foi apenas sensivelmente uma semana), li três livros nos correspondentes quinze dias. Boa média. Era a vingança.
O primeiro já tinha na minha mão havia algum tempo, mas tinha apenas lido um pouco, suficiente para me despertar a atenção desta segunda vez. Sendo assim, finalizado o Com a Cabeça nas Nuvens de Susanna Tamaro, deu para constatar que ela é não só uma grande escritora, como uma grande contadora de histórias e estórias, enredando o leitor da primeira até à última página, sem obcecar, e para que o receptor saboreie da mesma forma que ela saboreou o livro ao escrever.
Ora acabado este apenas tinha um pequeno livro italiano, mas que demora muito mais a ler por ainda ser pouco o hábito. Por isso, adquiri Em Memória da Albertina, que Deus Haja!, de Francisco Moita Flores. Por entre a história de um prisioneiro mal preso, em prisão preventiva falaciosa, encontram-se críticas ao sistema judiciário português, elaboradas com base no cómico e sem descurar o sério da questão. É, portanto, um livro bom para as férias, bem escrito, com um fundo moral e muito alegre.
Por falar em alegre, o Jornada de África de Manuel Alegre foi o terceiro livro a completar a sequência literária de que me fiz acompanhar. Também comprado lá, é um livro que se insurge contra a Guerra Colonial, bem ao tom de Alegre, e que delicia o leitor. A utilização do calão - a que também recorre Moita Flores no contexto prisional - inserido na linguagem que fazia parte do quotidiano da tropa torna-se útil e não desvirtua a qualidade do livro, como se vê acontecer nos livros light, ou cor-de-rosa, de autores que podem até ser de grande qualidade, mas que não a demonstram assim. E é com tristeza que a cada dia que passa se vêem esgotar pelas bancas fora, tornando-se best-sellers, os livros daqueles que só passam para fora o que de pior tem a literatura portuguesa. Este grupo de autores, encabeçado por Margarida Rebelo Pinto, utiliza o calão despropositadamente e a linguagem em desfavor para com a arte. Digo isto porque ao confrontar alguém sobre um desses livros, verifiquei que a história era baseada no mesmo fundo, um fundo repetitivo de adultério em que um grupo de mulheres emancipadas em demasia partilha até os homens e discute futilmente sobre o que aconteceu com cada um, levando o leitor a um inventário de acontecimentos que, sinceramente, só interessam aos mais pobres de espírito. Por estas e por outras, continuo a preferir Tamaro, Flores e Alegre, entre muitos outros que em contrapõe o sucesso de vendas à qualidade do que escrevem.

Cultura

Durante a minha visita a Itália, apercebi-me de um dos maiores erros que cometemos cá em Portugal, que, por vezes, nos passa completamente despercebido.
A nossa cultura anda pelas ruas da amargura. Uns não conhecem o que de melhor tem o país, outros não lêem, outros dedicam-se aos maus costumes e, enfim, nada corre como devia. Até aqueles que constituem a excepção a esta infeliz regra, fogem de um país que não acolhe génios, mas quase só simples loucos. E, afinal, é necessário sermos ambos para singrarmos na vida. Sendo assim, e relacionando isto com Itália, vemos que há uma questão de clara discrepância entre nós e eles. Nos nossos museus, monumentos e coisas afins, paga-se, em alguns claro, e bem pago por vezes. Ora, para quem aperta o cinto, é mais que lógico não "desperdiçar" o necessário em coisas "secundárias". Em Itália, na generalidade, não se passa isso. Exemplo: eles ganham mais. No entanto, o Coliseu, monumento mais famoso no Mundo que o tremoço nos tascos do Rossio e da Ribeira, assegura-nos a entrada pela módica quantia de dez euros. Isto, se formos adultos. Caso sejamos jovens e tenhamos entre 18 e 24 anos, pagamos apenas 6 euros; caso sejamos menores, simplesmente não pagamos. Se juntarmos a isto um rendimento algumas vezes superior ao nosso, estou em crer que as pessoas podem dedicar-se muito mais à instrução cultural, e só não o fazem se não quiserem. Posto isto, há que meditar…

Madonna

Madonna encheu o Pavilhão Atlântico, não só de música, mas de almas contentes. Os olhos brilhavam a quem de lá saía. E o país pequenino, à beira mar plantado, brilhava também, por albergar estrela pop tão cintilante. Começamos a crescer. Mas ainda há muito trabalho pela frente.

Férias...

Pois bem, já voltei. O período sabático foi um pouco longo, bem sei, mas nada como começar de novo. As férias foram longas. Boas, portanto. Afinal, o tamanho das férias é quase sempre proporcional ao prazer com que nos regalam. Ainda assim, terei tempo de escrever algumas coisas que vi nos sítios por onde passei. Veremos até se não chegam algumas coisas novas…

Vídeos sobre Covid-19 no canal Pista de Aterragem

O Pista de Aterragem, blog e canal de YouTube, foi transformado temporariamente numa plataforma de partilha de informações sobre o Covid-19....