Mira

Faz hoje uma semana que parti para Mira, em busca da paz que as folgas me trariam, para me juntar à Sara e às amigas. Tinha como hora limite as 22:00, facto que me fez acelerar e manter o ponteiro um pouco acima daquilo que é habitual. Acompanhando o trajecto, as folhas do Google Maps que cumpriam o seu papel de co-piloto e o relógio cada vez estava mais certo de que conseguiria chegar a tempo. Com esse pensamento entrei numa recta enorme, pouco iluminada e deixei o carro ir ao sabor do peso do meu pé. Entre os 70 e os 90 km/h viajava quando vi uma luz enorme. Alguém acendera os máximos e de dentro do halo luminoso saltou um cão. Sem tempo para travar, atropelei-o e ele ficou inanimado na berma da estrada. Não chorei por pouco. Voltei para trás, liguei aos meus pais e depois, como nada podia fazer, segui viagem.
Assim foi o início da minha estadia naquele parque de campismo. Nessa noite fizemos uma amizade nova com um vizinho de tenda e acabámos a noite no Raio X.
Na noite seguinte, fomos ver os Platinum Abba na Expofacic. A princípio estava muito céptico em relação à imitação que iria ver. Passados poucos minutos encontrava-me encantado, acompanhando a Sara nesta admiração que ele transportava consigo ainda antes de entrarmos no recinto. Como não podia deixar de ser, enviei-lhes um e-mail no dia em que regressei a casa. A Sarah (que imita a Frida) respondeu-me e estabelecemos aquilo que, por e-mail, cada vez é mais invulgar: uma conversa! Ainda na Expofacic andámos num carrossel de alta velocidade (com dois sentido: para a frente e para trás!) e no popular Kanguru, junto ao qual fizemos a boa acção do dia, ao ajudar uma rapariga a reencontrar o seu telemóvel. Como inimigos, ou não fosse essa a atitude típica, tínhamos os responsáveis pelo divertimento que por pouco não juntaram o dispositivo aos seus pertences.
Se de noite perdia o sono, de dia perdia o juízo. E, por essa razão, acabei com um escaldão tremendo. Com costas, pés, pernas e braços a pedirem a minha atenção partimos para a última noite. Estivemos junto à praia, bebemos, conversámos… Mais tarde, nada melhor do que um night club vazio para vibrar ao som dos 80’s. Michael Jackson marcou presença, bem como a saudosa Eileen. Mas, chegados a um ponto incontornável de cansaço, fomos embora.
A manhã de sábado acordou-nos com chuva. Talvez a lembrança da responsabilidade. Mas antes era preciso arrumar tudo. Fui buscar o carro e o destino fez o favor de me obrigar a fazer aquilo que sempre prometo: voltar. A minha carta de condução está em Mira desde esse dia, só hoje me apercebi. Voltarei em breve, portanto, nem que seja por um período de tempo curto de mais.

Comentários

Daiana Braimis disse…
Mas que aventura!

Estive em Mira no domingo passado, se tivesse lido o teu blog antes, ficaria atenta caso visse um carta de condução afixada em algum vidro..

Lol

Bjinhos*

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