É favor ler sem colete de forças

Numa realidade tão propícia ao engano, tendemos demasiadas vezes ao próprio prejuízo, em vez de procurarmos o equilíbrio dinâmico das diferentes opiniões construtivas e da compreensão.
Ninguém gosta de ser considerado uma fracção numérica da realidade, mas também não é menos verdade que muitos se esmeram por manter tudo desta forma.
Duma forma geral, reagimos mal aos acontecimentos que nos tocam directamente, mas não nos insurgimos sobre  factos iguais que sucedem a terceiros. 
Diz-se amiúde que temos direitos, mas vivemos cada vez mais numa sociedade que nos incentiva a prescindir deles. Alguns, infelizmente, prescindem.
"Despedia uma grávida de risco no final do seu contrato."
"Quem tem muitas baixas não serve para trabalhar."
"Os funcionários doentes têm de ser solidários com os que fazem os turnos."
Grassa, como se vê, a estupidez por todo o lado. Perdeu-se o raciocínio lógico. Abandonou-se, de vez, a visão de fundo para se dar lugar ao imediatismo egoísta.
Sobram algumas cabeças. Num mundo assim, serão as que mais sofrem, dispostas que estão a comprar uma guerra cuja vitória também o será para os seus adversários.
Afinal, as pessoas não são números.

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