Três meses: o cor-de-rosa vence o negro

Por muito que pareça incrível, há dias em que escrever no Fiel Depositário não é propriamente a minha vontade. Com o passar do tempo e o meu blog prestes a fazer três anos o que, dentro deste pequeno grande mundo, é exorbitante, acresce a responsabilidade de o manter, o desejo de nunca o ver partir. E se de mim depender, assim será.
Pois bem o meu primeiro post de 2007, um ano que augura, sem dúvida, grandes acontecimentos a todos os níveis vai para a data marcante que é hoje. Três meses. Em três meses é possível estabelecer uma enormidade de coisas, de participar numa infinidade de projectos, que é, afinal, o que tenho feito a minha vida toda. Mas nunca um como este. Deste, a relação afectiva mais séria, mais emocionante e mais reconfortante alguma vez vivida, depende a minha sanidade mental, dependo eu. Alguns diriam que exagero. Pois bem, é evidente que não morreria se algo acontecesse, mas todos os que alguma vez passaram por isto, todos os que viveram esta experiência ou mesmo não a vivendo sonharam com ela, percebem que é incrivelmente satisfatório viver assim. Por muitas angústias que tenham de ser vividas em algumas situações, vale a pena, porque são essas que nos conduzem ao vale encantado dos grandes momentos. Que seria da luz sem a escuridão? Que seria do doce sem o amargo? Como costumo dizer o mundo não é cor-de-rosa, mas também não é negro. É esse equilíbrio que, diariamente, temos de procurar e encontrar. E eu encontrei o meu. Alguém que contrapõe o meu esporádico mau feitio, alguém que me ouve, alguém que está ao meu lado mesmo quando não está presente, enfim, alguém que me faz ser mais do que o que sempre fui.

Chama-se Filipa e hoje completam-se três meses.


Fernando Miguel Santos 11 de Janeiro de 2007

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