Chefe têm os índios





Ser líder não é ser chefe. Nem vice-versa. Ser líder é ser como um motor que gera energia, que gera vontade, que encaminha e participa no movimento. Chefe têm os índios.
Ser líder é ser empático e defender os direitos de quem nos dá a existência. Afinal, não há líder (nem chefe) se nada houver para liderar. Perdendo as bases, a qualidade que abaixo se pratica, qualquer líder deixa de o ser.
Tenho-me encontrado em ambos os papéis ao longo da minha vida, o de líder e o de liderado. Ambos são óptimos quando o objectivo é perseguido de forma comum, sem atropelos. Atritos, esses são inevitáveis. São, até, essenciais ao processo evolutivo.
Contudo, hoje é comum alienar direitos, esmagar virtudes, baixar as calças a quem, sedento, nos quer esmiuçar cada vez mais.
Façamos frente, por favor. É disso que são feitos os maiores, os que rezam história, os que a fazem. É disso que se trata quando falamos de convicção, de sabedoria, de força. Não é nada desmesurado, nem desprovido de sentido, mas sim a pura aplicação de vários princípios e valores que demoraram décadas, séculos, a conquistar.
Todos temos direitos e não devemos prescindir deles, praticando com brio os deveres que se apliquem. Por isso, usufrua-se do direito à greve, à liberdade de expressão, à privacidade, à autonomia, à informação...
Por último, temos direito a ser respeitados e felizes.



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