Uma história digna de um filme


Quero contar-vos uma história:

Imaginem dois irmãos. Não têm sangue em comum, visto serem de pais diferentes, mas foram criados juntos. Ambos têm a capacidade de fazer acontecer e gerar alguns seguidores e isso dá-lhes um estatuto que a poucos é permitido.
No entanto, as vidas ditam que se encontrem numa circunstância cujo objectivo é comum, mas onde têm papéis diferentes. Se um é o dono desses desígnios por direito, o outro é mais carismático, mais inteligente e consegue arrecadar os seguidores mais fiéis e genuínos.
Ao lado do primeiro, que sempre se considerou em posição superior, grassam os hipócritas, os interesseiros e os abutres; ao lado do segundo, aqueles que não cedem.
Claro que, o primeiro, mentor de todas essas aparências, sedento de atenção e poder, fica ciumento. Começa a rodear o segundo de argumentos ardilosos e a tentar destruir-lhe a motivação de crescer, mas este tem objectivos concretos, mais relevantes, e não se deixa manipular
Afastam-se, chegando mesmo a criar os seus próprios exércitos em geografias diferentes. E, por fim, confrontam-se. Outrora sentiram-se irmãos, hoje são inimigos. A soberba e o ciúme levaram até ao resultado que qualquer conhecedor bíblico já conhece. Eis a bela história que Ridley Scott retrata no seu filme: os dois príncipes do Egipto, Ramsés e Moisés. Exodus: Gods and Kings.









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