A Scooter Literária




Sábado, após uma noite de serviço, a minha Besbi 125 marcou presença na Scooter Parade, a maior concentração de scooters do país, transportando-me e à Filipa.
Na semana em que atingiu os 2000 kms, soube-me bem saber que há várias pessoas (mais de quatrocentas, pelo menos) que partilham do prazer de viajar neste veículo tão divertido.
É também com prazer que recordo a forma como a Besbi chegou até mim e que faz dela a única Scooter Literária do Mundo! Sim, a Besbi teve o preço de um poema. Um poema escrito por mim que, após votação quase unânime dos professores do ginásio onde os poemas foram a concurso, se tornou o vencedor do primeiro prémio.
Como é libertador não ter de me cingir aos horários do metro, às agruras do trânsito e dos lugares de estacionamento... Como é refrescante sentir a liberdade na cara (às vezes ao ponto de nos enregelar) e ir descobrindo, sempre com extrema atenção, a maneira de pensar dos outros condutores, praticar a arte da adivinhação em relação ao que os outros pretendem e seguir até ao destino...
Com o número de inscrição 276, a Besbi não se envergonhou ao lado de todas as Vespas, Lambrettas, Maxi Scooters... Tem a sua beleza e a sua performance que nem precisa de ser comparada. Gostou, por certo, do convívio com estas no agradável passeio pela cidade, como eu gostei de sentir que as pessoas com um objectivo em comum são, afinal, capazes de tudo.
Talvez até se tenha sentido orgulhosa. Afinal, era a Scooter Literária, um título que a acompanhará sempre e que fará dela, aos olhos do dono, o ex-líbris dos veículos.


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