Quando a voz declara, o ouvido lembra

Carta de um sonhador a um amor que a voz declara e o ouvido sempre lembra:

"Às vezes a nossa voz abafa-nos. Às vezes a nossa voz deixa de nos fazer sentir a nossa própria pessoa. Se falamos deixamos de estar centrados no essencial. Isto é, se falamos de mais.
No entanto, quando a voz declara, o ouvido lembra. A nossa voz diz-nos que há perigo; é quando o sentimos mais presente. A nossa voz fala-nos de amor; é quando ele nos refresca a alma. Enfim, sentimos mais o que a voz revela, para o bom e para o mau.
Por isso, é bom falar, assim como é mau falar. É bom dosear as palavras, tanto quanto é mau fazê-lo. As palavras valem o que valem e nós valemos muito mais. As atitudes passam, às vezes de mão dada com as palavras e eis que as pessoas ficam. Isso é o mais importante. Haja bem-estar ou problemas, felicidade ou tristeza, haja frescura ou cansaço, haja contraditório ou simples discurso vão, lembra-te só que eu fico. Eu lembro que tu hoje ficaste. Amo-te ainda mais por isso."

Comentários

maria disse…
tenho saudades das nossas conversas! Haja ESSUA enquanto é tempo...fico a tua espera...e do teu livro!
impacientement
beijo

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