Sem volta (a dar)

A propósito de 100 Volta, o novo filme português, repete-se a história da dependência que o nosso cinema tem de dar nas vistas pela força das imagens. Por meu lado, sendo sincero, orgulha-me que o meu país aceite filmes quase explícitos, orgulha-me que haja mulheres suficientemente bonitas para os protagonizarem e realizadores satisfatoriamente corajosos para os dirigirem. No entanto, já não é orgulho, mas sim vergonha que sinto quando olho para os argumentos, saídos, aparentemente, de um buraco negro. Sexo sim, mas não apenas isso. Corpos nus também, mas que não sejam o mais importante. Afinal, aquilo que devia ser puro prazer e acto decorativo para o espectador passa a ser razão para se deixar de gostar do cinema português ou de passar a gostar pelas razões erradas.

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