Josh Schwartz e Michael Hirst: dois oásis

Como fã de Josh Schwartz, criador da série The O.C., estou atento a todo o seu trabalho. Sim, eu sou daquelas pessoas, poucas talvez, que lêem o nome dos autores dos guiões (não gosto da expressão guionista por ser limitativa face a alguns escritores que também fazem deste o seu trabalho). Daí que seja um espectador atento a Gossip Girl e serei ainda de Chuck, que ainda não me foi possível ver, duas séries que o referido autor assina. Gossip Girl foi, entretanto, adquirida pelo canal AXN, o que vejo com muito bons olhos.
Este é um sinal, seguro, que os canais por cabo têm, além de uma preocupação muito mais cuidada com a interacção entre publicidade e espectador, uma preocupação ainda maior com os conteúdos. E isto não acontece com os canais generalistas, nem mesmo com a RTP que falha consecutivamente, embora menos que SIC e TVI. O canal 2, esse tem o benefício da dúvida no conteúdo, mas perde em toda a linha com a forma de os tornar aliciantes, não sendo, de todo, chamativo para os mais jovens e, por vezes, nem mesmo para os mais velhos.
Nutro, ainda, uma grande admiração, embora recente, por Michael Hirst. Depois do guião de The Tudors, a série já transmitida em Portugal, chega agora Elisabeth aos cinemas, um filme a que já tive oportunidade de assistir numa sala que me é tão familiar (ou não fosse ela situada no Gaiashopping, o mais intimista e acolhedor do meu ponto de vista, embora possa perder em qualidade no cinema). Dois guiões enormes, de grande qualidade histórica e narrativa, como só os nomes que alcançam a posteridade podem redigir. Pena que o guião seja ainda um pouco banalizado entre aqueles que criticam, impunemente, a literatura.

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