Pólo Aquático

Finalmente regresso aqui para fazer um novo depósito. Demorou porque durante a última semana não tive vida própria por tanto me ter dedicado ao 7º Campeonato do Mundo de Pólo Aquático Feminino Júnior como voluntário do IPJ.
Começou mal, é verdade, com desistências em catadupa, motivadas pela ausência de coerência e de informações concretas, com desmentidos de afirmações anteriores e tentativas de contornar o que estava acordado. Foram os mais inconformados, ficaram os mais fortes.
Assim sendo, acolheu-nos o Fluvial durante todos aqueles dias tão inconstantes no que toca a atitudes da organização como no clima. Ora chovia, ora fazia sol e as ordens podiam ser “vento Norte” ou “vento Leste”. Resolveu-se cumpri-las primeiro, criticá-las, se necessário, depois. E tudo correu pelo melhor.
Não será muito difícil adivinhar o que vou falar a seguir. Deve ser uma das expressões que mais utilizo desde que a li na badana de Sul de Miguel Sousa Tavares. A diferença é que ele utiliza as duas palavras separadamente por ter incluído a segunda numa enumeração de características. Por outro lado eu junto-as pelo poder que têm e falo somente em “amigos instantâneos”.
Começando como não podia deixar de ser pelos voluntários com quem compartilhei tudo e, uma vez, até o quarto, passando pelas pessoas da organização (as agradáveis, porque as outras dispensa-se) e acabando nas atletas e restantes membros das equipas tudo o que aconteceu é algo que além de inexplicável me parece, até a mim, quase mítico e surreal.
Claro que tenho de fazer algumas ressalvas, porque há coisas que nos tocam mais. Arrepiei-me, como não podia deixar de ser, ao ouvir o meu hino e o de Itália, passei a semana a falar italiano, inglês e espanhol, troquei objectos característicos e contactos, mas acima de tudo troquei experiências e sorrisos, o melhor que podemos carregar dentro de nós. Depois do campeonato ter terminado, Candice, suplente do Canadá que não participou em nenhum jogo, agradeceu-me o facto de lhe ter feito companhia. Fi-lo instintivamente, porque me pareceu que devia ser difícil não participar. Recebi em troca uma das melhores coisas que se podem ouvir, um obrigado. E sei, por isso, que todas estas atitudes das quais esta interacção é apenas um exemplo saíram recompensadas.
Dado que as recordações vão vindo à tona e a vontade de as relatar será incontornável deixo a expectativa de voltar a este assunto tantas vezes quanto possível. E agradeço imenso a todos aqueles que me proporcionaram tamanha experiência. Aos que me enervaram, que me levaram a paciência perto do limite e que tentaram prejudicar os voluntários em determinada altura também agradeço. É graças a esses que existe resistência e que, no fim, saindo eles derrotados, o sorriso dos “voluntários amarelos” é ainda mais profundo, denotando o desgaste de uma semana extenuante, mas a vontade de continuar sabendo que esta semana é inesquecível.

1 comentário:

Anónimo disse...

Qd o muro e gd, dificilmente e derrubado! E o qe nao nos derruba, fortalece-nos! ;)

Eu, tal como a Candice (talvez mais um pouco), devo-te a ti, tal como a todos os outros voluntários, um agradecimento. Nao so pelo companheirismo mas tambem pela cumplicidade gerada entre todos! =)

E sim, apoio-te qd afirmas qe um sorriso e o melhor qe temos pa partilhar! ='D

Nice to meet you ;) *

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