Semana do Enterro 2005-2006


A Semana do Enterro acabou. Agora em vez de Lodo sou Moliço e espero pela segunda matrícula para usar as insígnias no meu traje que estreei logo no primeiro dia.
A festa começou com pouca gente conhecida, porque no Sábado (dia 29) muitos ficaram em casa, mas bastou a companhia do Simão Vela e do Madeirense que já se curtiu muito ao som do Gabriel, o Pensador. Na verdade, dentre todos os que actuaram foi dos que mais me surpreenderam, pela força das letras a par da qualidade da melodia.
No domingo, já com o resto do pessoal presente, foi a vez do Abrunhosa encantar. Começou com funky, passou pelo reaggae e acabou nas suas baladas únicas. Para mim "Eu não sei quem te perdeu" foi espectacular e ganhou um glamour especial, mas isso é outra história…
Chegou a segunda, o dia de começar a fazer o carro, o dia do Quim Barreiros, o dia que muitos esperavam para ir lá pela primeira vez. O material chegou tarde, eu levantei-me cedo de mais, mas à noite o Quim fez a audiência explodir. E nós, enfermeiros, delirámos com a sua "Picada de Enfermeiro".
Terça. O recinto mexeu-se com Pluto, que segundo o seu estilo tocou com qualidade e animou aquilo para a chegada dos Expensive Soul. Estes, a par do Gabriel, também me surpreenderam. Conhecidos pela generalidade dos ouvintes pelas músicas das novelas nada como pôr a assistência a saltar e com os braços no ar daquela maneira para mostrar a força do hip-hop.
O dia mais dramático foi quarta. Esta frase está preenchida de toda a ambiguidade que se possa subentender, mas a mim cabe-me apenas explicar a parte superficial: foi o dia mais dark. Primitive Reason e Moonspell. Os primeiros ouvi apenas enquanto conversava com a Tânia, mas os últimos vi e, considerando que aquele é um estilo muito próprio, eles tocam bem. No entanto, isso não implica que me tenha agradado além das luzes, da postura em palco e do fundo deste.
E chegou o dia do desfile. Acabamos o carro, mas o desfile que tanto esperávamos foi manchado pela morte do fotógrafo. Para nós, novos na academia, um conhecido, mas para muitos um amigo e, por isso, e pela aversão da reitora a tudo que seja praxe ou faina, foi decretado luto académico e não houve classificação, nem gritos, nem cânticos, nem coreografias. Após isso, o destino final era o recinto para ver os Meidin, grupo de covers, mas antes há que ir trajar porque a roupa de mulher velha que envergava, relacionada com o tema da reforma aos 65 já estava a mais num, agora, veterano.
Estás cansado? Eu não. Devem ter sido a pergunta e a resposta que dei a mim mesmo no início de sexta. Decidi ir com o Madeirense e a Marina ver a Melanie C a Coimbra. O concerto foi espectacular, a directa muito cansativa, mas não consigo perceber como uma cidade com tanta tradição académica se mexe tão pouco num concerto. Os bolsos, nestes momentos deviam ter um sentido proibido para a as mãos que deviam estar no ar a bater palmas. Mesmo assim, a festa foi nossa.
Agora resta-nos descansar…até à próxima festa. :)
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