Dejà Vu

Vivemos num mundo de diferenças, é certo, mas não raras vezes tudo parece dejà vu. Os políticos, os que estão, os que estarão e os que estiveram, actuam, mais diferença menos diferença da mesma forma: se dizem que é para apertar o cinto apertam demasiado, se dizem que estamos a entrar em retoma exageram na despesa, etc, etc, etc.
Os homens do mundo do futebol (e neste particular distingo dias da Cunha, um homem de larga clarividência) discutem má ou boa fé por parte dos árbitros e do seu background. Não é, na minha opinião, de todo produtivo que se discuta tal coisa. Partindo do princípio da boa fé, temos de fazer vingar as grandes melhoras e não andar a atirar areia para os olhos de ninguém. Ou não será estranho, e não estou a defender ninguém, que Pinto da Costa seja constituído arguido por casos tão enevoados como o da camisola de Rui Jorge, rasgada segundo consta por Mourinho, acto que tem como única testemunha Paulinho, infelizmente, pessoa de algumas limitações mentais. Se Pinto da Costa fez alguma coisa, isso terá sido muito maior e estará com certeza muito mais escondido. Resta-lhe a presunção de inocência, porque isto de falarem dele como corrupto já vem de há muitos anos, é só mais Apito Dourado menos Apito Dourado.
O sistema de ensino prepara os alunos que finalizam o Secundário não para a vida futura mas para os… Exames Nacionais. Os professores limitam-se a fazer o que o sistema obriga e concordam, alguns, com a maldade desta deficiência. Depois surgem questões como:
- Sra. Dra., eu acho que, em situação profissional e durante toda a vida futura que me espera, ninguém me vai perguntar para que lado durmo!
- Mas tens de estudar isso porque pode sair no Exame!

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